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Informação Completa

PROTESTO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS NO VER-O-PESO

Atualizado: 27 de mar.


Imagem: Info.Revolução

A Greve Geral e Unificada dos servidores públicos municipais continuou nesta quarta-feira (27) no Ver-o-Peso. O protesto saiu da escadinha do cais do porto, ao lado da estação das docas, e seguiu pela Marechal Hermes, onde os servidores municipais parabenizaram o mercado, que completa 397 anos nesta data. Esse também foi o ponto onde apresentaram suas demandas para a população, após mais de três anos de tentativa dos servidores e das servidoras, por meio do fórum de entidades, de chegar a uma negociação mínima com a prefeitura. 

Seguindo a pauta de um salário mínimo na base para todos os servidores e servidoras, independente do vínculo, eles pedem também o aumento do vale-alimentação, que atualmente é R$ 370,00 considerando que a cesta básica ultrapassa R$ 600,00 reais, e a cesta básica em Belém é uma das mais caras do Brasil. 

Vale destacar que os servidores almejam a reestruturação da assistência à saúde, bem como os planos de cargos, carreiras e remunerações que estão previstas no estatuto do servidor, que nunca foram cumpridos.




A pauta é extensa e, até o momento, a Prefeitura não fez nem a instalação dessas comissões. 

A servidora da saúde, Denise Cordovil, disse indignada: “A situação da saúde é crítica. Temos um hospital novo, inaugurado ainda na gestão do Zenaldo, mas é um hospital que falta de tudo, principalmente a falta de servidor para trabalhar. Muitos de nós somos obrigados, às vezes, a trabalhar em dois setores, cobrindo outros setores. Fazemos entendendo que trabalhamos com vidas e gostaríamos que essas pessoas fossem bem atendidas. Num geral, não somos respeitados pela gestão há tempos. A saúde foi uma pauta defendida pelo prefeito atual Edmilson Rodrigues, e ele não cumpre, nos tratando com desprezo e com desdém”. 

Do ponto de vista social, também é pauta para os servidores a melhoria geral das condições de trabalho. 


Imagem: Info.Revolução
“Pedimos a melhoria das condições de serviço público efetivamente entregues à população, ou seja, nós queremos professores nas escolas, nós queremos que haja mais vagas para creche, isso existe uma determinação em lei federal, e não tem vaga para creche, tem muita criança fora da escola. Nós queremos que hajam mais merendeiras, nós queremos mais estrutura para essas crianças estudarem, nós queremos também a reorganização do serviço de saúde, ou seja, que sejam feitas as reformas nos hospitais, nas unidades de saúde, que as farmácias desses locais sejam abastecidas e que, principalmente, a prefeitura busque resolver o problema de leitos, porque os prontos-socorros estão superlotados”, reclamou Karina Lopes, co-vereadora do Mandato Coletivo e servidora pública.
Wladmir Varela, da Secretaria de Saneamento (SESAN), exclamou: “nós estamos aqui no segundo dia de greve pela situação precária que todas as secretarias sofrem, a SESAN não é diferente. A maioria dos servidores da SESAN são agentes de serviços urbanos, não têm escolaridade, no seu cargo, eles recebem R$ 1.007,00 e, para compensar o salário mínimo, é acrescido para eles um abono que não incide na renda deles. Então, nós estamos aqui na luta, não somente por essa categoria, mas por todas as categorias”.

Imagem: Info.Revolução

A greve geral e unificada, reúne representações de cerca de 25 mil servidores municipais lotados na SEMEC (Educação), SESMA (Saúde), SEMAD (Administração), SEMMA (Meio Ambiente), FUNBOSQUE, SECON (Economia), Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Combate às Endemias (ACE), Guarda Municipal, SEMOB (Mobilidade Urbana), Prontos Socorros do Guamá, da 14 de Março, Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), SESAN (Saneamento) e FUNPAPA (Assistência Social).

A Vereadora Silvia Letícia que também é coordenadora geral do Sintepp Belém e do Fórum de Entidades dos Servidores, destaca sobre a greve “Nós iniciamos uma greve geral do funcionalismo público no dia 26 e a educação tá participando dessa greve, é parte dessa greve, é parte da construção dessa luta porque nós estamos reivindicando as melhorias nas condições de trabalho, que tenha professor na escola, que tenha reforma na escola. Estamos reivindicando também o pagamento do piso salarial do magistério. Estamos reivindicando que os não-docentes recebam pelo menos um salário mínimo no seu vencimento, porque é muito desmoralizante, é muito triste ver duas merendeiras fazendo a merenda na escola, ou uma efetiva, uma temporária, a efetiva recebendo um vencimento de R$ 1.007,00, uma temporária recebendo um vencimento de R$ 1.600. É preciso valorizar o servidor público efetivo, concursado, que garante o funcionamento do serviço público para a população. Então, nós estamos na greve, a educação está fortalecendo essa luta, porque é uma necessidade fortalecer a educação pública e atender melhor. Reivindicamos alimentação de qualidade nas escolas, precisa garantir o tempo integral, precisa garantir professores. Os espaços estão desestruturados, há anos sem reforma, sem uma melhoria, sem prioridades. Então, nós estamos em luta e exigimos que o prefeito Edmilson Rodrigues, que fez um acordo com a nossa categoria, que fez um trato com a nossa categoria, que cumpra o acordo”.

Imagem: Info.Revolução - Silvia Letícia - Vereadora de Belém

As entidades, então, pedem o fim do assédio moral, a convocação de concursados, o realinhamento do salário mínimo ao mínimo nacional, entre outros. 

Conforme as declarações de membros do Comando da Greve, ainda com a continuação da paralisação em Belém, existe a garantia de atendimentos à população que mais necessita, com revezamento de servidores para assegurar 30% do funcionamento em cada setor impactado.


Texto e imagens: Equipe Mandato Coletivo/info.revolução


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