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Informação Completa

QUAL A REAL SITUAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS EM BELÉM?

Por: Professora Silvia Letícia Coordenadora do Sintepp e Vereadora de Belém

Todo mundo sabe a importância de ter serviços públicos funcionando para a população pobre da cidade.


Prontos socorros e hospitais para atendimento imediato, escolas funcionando em condições satisfatórias, creches com direto garantido; abrigos para pessoas de ruas, também para crianças e mulheres vítimas de agressão; saneamento e coleta de lixo; segurança pública, enfim, mas para ter atendimento mínimo de qualidade é necessário valorizar os servidores públicos que atendem a população.


Mas essa política está fraca, débil e anti-democrática. Não se pode dizer que existe valorização sem considerar a real situação vivida nas secretarias.


Salário:

A luta é pelo realinhamento do vencimento dos servidores de nível fundamental, médio e técnico para o valor do salário mínimo nacional porque esses recebem R$ 1.007,00 no vencimento. É pela garantia do índice da inflação para os que estão acima desse patamar; é pelo piso salarial do magistério (R$ 4.420,00) que se paga R$ 2.900,00 hoje. Inclusive estamos brigando por salário indireto com o aumento do vale alimentação de R$ 370,00 para R$ 600,00.


Investimos parte do salário no funcionamento do nosso trabalho nas secretarias.


O nível de endividamento é altíssimo e de precarização também. Estamos desvalorizados, apesar do discurso midiático.


Os pequenos avanços conquistados durante esses três anos foram fruto de disputas, pressões, greves, mobilização dos servidores.


A condições de trabalho são PRECÁRIAS em todas as secretarias. O sucateamento dos órgãos públicos é visível fruto do descaso de governos anteriores e deste também que ajudamos a eleger. Prédios alugados, escolas precárias, hospitais lotados e sem mínimas condições de funcionamento; a assistência está desassistida.


A Gestão Democrática não é uma realidade na rede. Indicações políticas a cargos de chefia e assessorias diversas promovem assédio moral em todas as áreas, todas, sem excessão. A ponto de indicações políticas proibirem o direto de fala e manifestação, perseguição, transferências, isolamento, sobrecarga de trabalho, o que ocasiona adoecimento de servidores públicos. Tudo com anuência da gestão.


Não existe diálogo e entendimento sobre as políticas, as ordens advindas de portarias, circulares, decretos e mensagens virtuais sobrepõe o diálogo, a conversa e o respeito.


Essa realidade é inaceitável e as entidades sindicais estão lutando pelos seus direitos, uma pena que seja num governo que nós elegemos, cuja candidatura e programa construimos, que foi fundamental para a derrota eleitoral da ultra direita.


Mas o governo municipal buscou aliança preferencial com quem derrotou nas urnas e esqueceu que deveria governar para a nossa gente, para a classe trabalhadora e o povo pobre da cidade. Construindo políticas e sujeitos e não currais eleitorais que poderão ajudar muito na disputa mas que seguirá dependendo de forte investimento financeiro, exatamente como faz aqueles que repudiamos - Assistencialismo eleitoral.


Uma pena toda essa mudança.


Nós, trabalhadores no serviço público de Belém, continuamos aqui, lutando pela mudança de rumo do governo e vamos lutar sim, governe quem governe.



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